Setembro chama atenção para a alopecia areata: especialistas da Mais Cabello explicam sinais, impactos e caminhos para o tratamento
Com pacientes dispostos a compartilhar suas histórias, pauta aborda os impactos emocionais da queda de cabelo e reforça a importância do diagnóstico e acompanhamento especializado
Durante o mês de setembro, período dedicado à conscientização sobre a alopecia areata, a Mais Cabello chama atenção para uma condição que vai muito além da questão estética. Caracterizada pela perda de cabelos ou pelos, frequentemente em áreas arredondadas e bem delimitadas, a alopecia areata pode surgir em diferentes fases da vida e provocar impactos significativos na autoestima e no bem-estar emocional.
A condição está relacionada a um processo autoimune, no qual o próprio sistema imunológico passa a atacar os folículos pilosos. A evolução varia de pessoa para pessoa: enquanto alguns pacientes apresentam pequenas áreas de queda, outros podem desenvolver formas mais extensas.

Um dos pontos importantes da campanha de conscientização é justamente combater a desinformação. A alopecia areata não é contagiosa e a queda de cabelo não deve ser automaticamente associada apenas ao estresse ou a fatores estéticos.
Segundo Dra Cecília Bello diretora médica da Mais Cabello, perceber alterações repentinas no cabelo e procurar avaliação profissional são passos importantes para investigar a causa da queda e definir a abordagem mais adequada para cada caso.

O que é alopecia areata e por que ela acontece?
Alopecia areata é uma doença autoimune a qual o próprio indivíduo produz células inflamatórias que vão atacar o folículo piloso e provocar a queda de cabelo. A pessoa que é predisposta geneticamente recebe um gatilho, como infecção ou estresse, e abre o quadro.
Quais são os primeiros sinais e quando procurar ajuda?
Os primeiros sinais podem ir desde a formação de uma placa sem cabelos ou perda de cílios e sobrancelhas até uma perda generalizada muito rápida desses fios, provocando perda capilar intensa que deixa diversas áreas sem cabelos e/ou outros pelos.
Procurar ajuda médica é importante desde esses primeiros sinais para que a evolução da inflamação seja freada e menos folículos sejam afetados.

Qual a diferença entre alopecia areata e outros tipos de queda de cabelo?
Alopecia areata é esse tipo de perda de fios de maneira rápida com formação de áreas lisas, sem hastes. A alopecia androgenética é uma perda capilar lenta, de anos. O eflúvio telógeno é uma perda capilar intensa, aguda, mas nunca deixa áreas sem cabelos. E as alopecias cicatriciais que também podem deixar áreas sem cabelos, mas, costumam, levar meses ou até anos para chegar nesse tipo de evolução.
Qual é a relação entre fatores emocionais, imunológicos e a doença?
Os trabalhos ainda não se conseguiram traçar um paralelo definitivo entre o gatilho emocional e o desbalanço imunológico, mas, na prática, não é incomum os pacientes contarem que o quadro abriu após um fator estressante importante.
Quais abordagens e tratamentos podem ser considerados atualmente?
Depende da extensão, idade, tempo de abertura do quadro, comorbidades… de um modo geral, quadros mais restritos podem exigir somente o uso de corticoides tópicos. Os quadros generalizados demandam uso de medicamentos sistêmicos, como os imunossupressores.
Por que o acompanhamento individualizado é importante?
Porque cada indivíduo é único, com suas particularidades. Não há receita de bolo que funcione em todos. É preciso tratar caso a caso.
Como a condição pode afetar autoestima, imagem pessoal e qualidade de vida?
Afeta de maneira muito importante. A falta de cabelos, bem como de sobrancelhas, cílios e, nos homens, a barba, impacta diretamente na imagem, em como a pessoa se enxerga. Ela dorme de uma maneira e acorda se vendo de outro modo que não lhe agrada. Não raramente esses pacientes desenvolvem problemas psicológicos como depressão e ansiedade. Por isso, o tratamento adequado é muito importante para o recrescimento dos fios e a recuperação da autoestima.
(Crédito: Mais Cabello)
