Dia do Profissional de Eventos: tecnologia surge como aliada no controle de fornecedores em grandes produções
(Foto: Divulgação/MeEventos)
De festivais de música à Copa do Mundo, falhas no acesso de equipes expõem riscos operacionais e de segurança, tecnologia aposta em cadastro antecipado, QR Code e reconhecimento facial
No Dia do Profissional de Eventos, celebrado em 30 de abril, um dos maiores desafios enfrentados por quem está nos bastidores das grandes produções é o controle de acesso de fornecedores. Em festivais de música e competições internacionais, onde milhares de profissionais circulam simultaneamente, esse processo ainda é, em muitos casos, feito por meio de credenciais físicas, listas impressas ou validações manuais. O problema é que esse modelo carrega fragilidades operacionais e de segurança, desde o compartilhamento de crachás nas redes sociais até o descarte indevido de credenciais, práticas que podem abrir brechas para acessos não autorizados e comprometer toda a operação do evento.
Esse cenário se agrava à medida que o setor cresce e se profissionaliza. Dados da DataEventos, plataforma de inteligência da MeEventos, mostram que a combinação entre Copa do Mundo, eleições e maior volume de recursos para a área cultural deve impulsionar a demanda do mercado de eventos e elevar em até 50% a contratação de fornecedores em 2026. A projeção aparece em um contexto de expansão do setor. Segundo a Associação Brasileira dos Promotores de Eventos (ABRAPE), o mercado deve movimentar R$ 151,9 bilhões em 2026. Em eventos de maior escala, o número de fornecedores pode chegar a centenas ou milhares, tornando o controle manual praticamente inviável.
Foi a partir desta dor do mercado que a MeEventos, plataforma integrada de gestão de eventos fundada em 2014, desenvolveu o MeCheckin, uma tecnologia própria voltada ao controle de acesso de fornecedores. A solução permite que organizadores realizem o cadastro antecipado de todos os profissionais envolvidos no evento.
Segundo Tiago Ferreira, CEO da MeEventos, a iniciativa nasce de uma necessidade real do setor. “Essa solução preza pela segurança e reflete uma dor concreta do mercado de eventos. É comum vermos pessoas postando suas credenciais nas redes sociais ou até descartando crachás na rua, com informações expostas. Isso facilita golpes e acessos indevidos. Nosso objetivo é trazer mais controle e profissionalismo para essa operação”, afirma.
O funcionamento é simples: o organizador envia um link para o fornecedor, que preenche seus dados e realiza o envio de uma foto. No dia do evento, o acesso é liberado por meio de uma máquina, semelhante às de cartão, que valida a entrada via QR Code ou reconhecimento facial. A tecnologia foi desenvolvida para operar mesmo em ambientes desafiadores, com conectividade limitada. O equipamento funciona com uma quantidade mínima de dados e é adaptável tanto ao Wi-Fi quanto e tecnologia móvel, garantindo fluidez no acesso mesmo em eventos de grande porte ou em áreas com infraestrutura variável.
“Outro diferencial é o armazenamento integrado e seguro das informações. Após a realização do evento, os dados dos fornecedores são automaticamente excluídos, impedindo reutilizações indevidas e reforçando a proteção das informações. Caso o profissional não esteja escalado para dias seguintes, não há possibilidade de novo acesso, o que amplia o controle dos organizadores”, comenta Tiago.
A proposta inicial do MeCheckin é atender fornecedores e equipes operacionais, mas a empresa já projeta a expansão da tecnologia para o controle de acesso de participantes em eventos, ampliando seu potencial de uso em diferentes formatos de produção. Esse avanço acompanha o momento de crescimento da própria MeEventos. A empresa registrou expansão superior a 60% em 2025, com faturamento de R$ 5,8 milhões e mais de 200 mil eventos gerenciados no período.
