Pesquisador Jacinto Junior cria oficina de escrita online para quem enfrenta bloqueios na hora de escrever
Escrever é uma habilidade presente em praticamente todas as etapas da formação acadêmica e profissional. Trabalhos escolares, redações, artigos, projetos, pesquisas, relatórios e diferentes formas de comunicação dependem da capacidade de transformar ideias em texto. Pensando nas dificuldades que muitas pessoas encontram nesse processo, o escritor e pesquisador Jacinto Junior criou a oficina O Rio da Escrita, que pode ser realizada presencialmente ou de forma remota, pelo Google Meet.
A possibilidade de realização online amplia o alcance da oficina para escolas, universidades, projetos educacionais, instituições culturais e outros espaços que trabalham com escrita, mesmo quando os participantes estão em cidades diferentes. Segundo o material de apresentação, a atividade tem duração aproximada de três horas e, no formato presencial, necessita de uma sala com mesas ou carteiras para a realização dos exercícios.
Uma oficina que chega onde os participantes estão
A experiência com o formato remoto também faz parte da trajetória de Jacinto Junior com a oficina. Em atividades anteriores, ele já recebeu participantes brasileiros que vivem em países como Estados Unidos, Nova Zelândia e Portugal, possibilitando encontros entre pessoas que dificilmente estariam reunidas em uma mesma sala física.
Para o pesquisador, essa é uma das principais vantagens do ambiente virtual: ampliar as possibilidades de conexão. Em uma instituição de ensino, por exemplo, a oficina pode reunir estudantes de diferentes turmas ou unidades sem que seja necessário organizar deslocamentos. O mesmo pode acontecer em projetos que atendem pessoas de diferentes cidades.
Escrita como processo, não como cobrança
Mestre em Cognição e Comportamento pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Jacinto Junior desenvolveu O Rio da Escrita a partir da união entre seus estudos em psicologia, sua experiência como escritor e suas pesquisas sobre o processo de escrita. A proposta é trabalhar não um gênero textual específico, mas os comportamentos e dificuldades envolvidos no ato de escrever.
A oficina aborda questões como bloqueios criativos, autocorreção excessiva e a pressão pela produção de um texto considerado perfeito. A partir de uma abordagem fundamentada na ciência do comportamento, os participantes são convidados a compreender melhor suas próprias dificuldades e experimentar estratégias que favoreçam uma escrita mais fluida.
Um dos conceitos centrais apresentados por Jacinto é a separação entre criar e lapidar. Na primeira etapa, o objetivo é materializar as ideias e permitir que elas fluam. A revisão e a correção ficam para um segundo momento, quando o texto passa a ser adaptado de acordo com seus leitores e objetivos.
Do laboratório prático à experiência coletiva
A oficina não fica apenas na teoria. Depois de um momento de psicoeducação sobre o processo de escrita, os participantes entram em um laboratório prático guiado, com sprints de escrita e intervalos destinados à observação das estratégias apresentadas.
A atividade também abre espaço para a troca de experiências. As dificuldades de escrever podem ser compartilhadas em um ambiente de escuta e acolhimento, permitindo que os participantes percebam que diferentes pessoas enfrentam desafios semelhantes durante seus processos de produção.
Outro ponto trabalhado são os hábitos de escrita. Jacinto defende a utilização de sessões breves como uma alternativa para quem acredita que precisa de muitas horas disponíveis para conseguir produzir. Para estudantes e profissionais com rotinas movimentadas, a estratégia pode ser especialmente relevante na construção de uma prática possível de manter ao longo do tempo.
Uma experiência que pode chegar à sua escola
Por reunir conteúdo, prática e interação, O Rio da Escrita pode ser adaptada para diferentes contextos nos quais a escrita seja uma habilidade importante. Escolas podem utilizar a oficina em ações voltadas aos estudantes; universidades podem levá-la a alunos envolvidos com trabalhos acadêmicos; e outras instituições podem incorporá-la a projetos de formação e desenvolvimento.
No formato online, a atividade amplia ainda mais essas possibilidades. Sem a necessidade de deslocamento, uma instituição pode contratar a oficina para conectar participantes de diferentes cidades e regiões por meio do Google Meet, mantendo a proposta de experiência prática e compartilhamento que caracteriza o projeto.
A oficina foi criada para pessoas que escrevem profissionalmente ou não. Entre os públicos que procuram o trabalho de Jacinto estão escritores, publicados ou não, e especialmente estudantes universitários que enfrentam dificuldades relacionadas à produção de trabalhos.
A proposta de Jacinto Junior é partir de uma ideia simples: a escrita pode ser desenvolvida sem precisar estar permanentemente associada à ansiedade e à exaustão. Ao levar O Rio da Escrita para o ambiente online, essa experiência pode ultrapassar as limitações geográficas e chegar a instituições e grupos que desejam trabalhar a relação dos participantes com a escrita de maneira prática, acolhedora e fundamentada em estudos sobre comportamento.
Siga o projeto para mais informações:
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(Crédito: Divulgação)
