Planos mais acessíveis, digitais e flexíveis redesenham o mercado da saúde suplementar
Mudança no comportamento dos consumidores, avanço da tecnologia e busca por eficiência impulsionam nova geração de produtos voltados a empresas e beneficiários
O mercado de saúde suplementar brasileiro passa por uma das maiores transformações de sua história. Pressionado pelo aumento dos custos assistenciais, pelo envelhecimento da população, pela incorporação constante de novas tecnologias médicas e pelas mudanças no comportamento dos consumidores, o setor vem reformulando a maneira de oferecer assistência à saúde.
Mais do que ampliar a cobertura, as operadoras passaram a investir em modelos que priorizam acessibilidade, digitalização, coordenação do cuidado e eficiência operacional, atendendo a uma demanda crescente de empresas e beneficiários por soluções mais simples, flexíveis e sustentáveis. Esse movimento ocorre em um cenário de expansão da saúde suplementar. Segundo dados da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), o setor encerrou 2025 com cerca de 53,2 milhões de beneficiários de planos médico-hospitalares, impulsionado principalmente pelo crescimento dos planos coletivos empresariais, que representam 72% dos vínculos do setor, totalizando 37,6 milhões de beneficiários.
Ao mesmo tempo, de acordo com estudos do Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS) o número de empresas contratantes de planos coletivos empresariais aumentou de 1,6 milhão para 2,3 milhões entre 2020 e 2024, crescimento de 48,1%, evidenciando que organizações de diferentes portes têm buscado o benefício como ferramenta de atração, retenção de talentos e promoção da saúde dos colaboradores.
O consumidor mudou – e o mercado acompanha essa transformação
Para o assessor de negócios Matheus Santamarina, a transformação vai além da tecnologia. Ela reflete uma mudança profunda na forma como empresas e consumidores enxergam a saúde. “O mercado de saúde suplementar passa por uma transformação estrutural. O aumento dos custos assistenciais, o envelhecimento da população, a incorporação constante de novas tecnologias médicas e a necessidade de ampliar o acesso à saúde exigiram que as operadoras revisassem seus modelos de negócio”, afirma.
Segundo ele, a transformação digital permitiu simplificar processos, reduzir burocracias e aumentar a eficiência operacional, abrindo espaço para produtos mais acessíveis e centrados na experiência do beneficiário. “Hoje, não basta oferecer cobertura. É preciso entregar uma jornada de cuidado mais simples, rápida e integrada, utilizando tecnologia para aproximar o paciente do sistema de saúde e promover um cuidado mais preventivo do que reativo”, revela.
A mudança também é percebida no perfil dos consumidores
De acordo com o especialista, hoje o beneficiário espera uma experiência semelhante à que encontra em outros serviços digitais. “Ele quer facilidade de contratação, autonomia para resolver demandas pelo celular, rapidez no atendimento e acesso facilitado aos profissionais de saúde. Além disso, busca previsibilidade de custos, qualidade assistencial e atendimento humanizado. O plano deixa de ser apenas um recurso utilizado quando a pessoa adoece e passa a ser um parceiro permanente na gestão da saúde”, revela Santamarina.
Tecnologia deixa de ser diferencial e passa a ser requisito
A digitalização tornou-se um dos principais motores dessa evolução. Recursos como aplicativos, telemedicina, autorizações digitais, atendimento omnichannel – estratégia que integra todos os canais de venda e comunicação de uma empresa – e acompanhamento em tempo real dos serviços deixaram de representar inovação para se tornarem parte da expectativa dos usuários. “Assim como ninguém imagina um banco funcionando sem aplicativo, o consumidor também espera que seu plano de saúde ofereça soluções digitais que facilitem sua rotina. A tecnologia deixou de representar um diferencial competitivo para se tornar um requisito básico de mercado. A diferença está na forma como ela é utilizada para tornar a assistência mais humana, eficiente e resolutiva”, observa Matheus Santamarina.
Além de melhorar a experiência do beneficiário, a tecnologia também amplia a capacidade de gestão das empresas. “Ela reduz burocracias, facilita agendamentos, agiliza autorizações, melhora a comunicação com o beneficiário e gera informações estratégicas para acompanhar indicadores de saúde. Para as empresas, isso significa maior previsibilidade e melhor gestão do benefício; para o usuário, representa uma experiência mais simples, rápida e personalizada”, pontua.
Empresas buscam equilíbrio entre qualidade e sustentabilidade
A transformação também é impulsionada pelas organizações contratantes, que procuram oferecer benefícios competitivos sem comprometer a sustentabilidade financeira. “Independentemente do porte, existe uma preocupação crescente em oferecer benefícios que conciliem qualidade assistencial, flexibilidade e eficiência.
As empresas buscam planos capazes de atender diferentes perfis de colaboradores, com processos simples de gestão e utilização consciente dos recursos”, afirma o assessor de negócios Matheus Santamarina. Esse cenário favorece o desenvolvimento de soluções mais personalizadas e escaláveis, adequadas tanto a pequenos negócios quanto a médias e grandes organizações.
PopVita representa essa nova geração de produtos
Inserida nesse contexto de evolução do mercado, a PopVita, plano de saúde do Grupo Unimed Uberlândia, foi desenvolvida para atender às novas expectativas dos consumidores e das empresas. O modelo combina jornada digital, acessibilidade e coordenação do cuidado, permitindo que o beneficiário tenha acesso a serviços como carteirinha digital, telemedicina, consulta à rede credenciada, acompanhamento de autorizações, extrato de coparticipação e agendamento de consultas por meio de aplicativo e canais digitais.
Além disso, a Clínica NexaSaúde atua como principal porta de entrada da assistência, fortalecendo a coordenação do cuidado e contribuindo para uma utilização mais eficiente da rede. “A PopVita nasceu justamente para atender essa nova realidade do mercado. Nosso modelo combina tecnologia, acessibilidade e uma rede assistencial integrada. O beneficiário conta com uma jornada digital desde a contratação até o atendimento, além de uma estrutura própria de excelência que melhora a experiência e fortalece a coordenação do cuidado”, explica Santamarina.
O futuro da saúde suplementar
Na avaliação do especialista, a transformação em curso é definitiva. “A tecnologia é apenas o meio. A verdadeira mudança está na forma como empresas e consumidores se relacionam com a saúde. O foco deixou de ser apenas tratar doenças para construir uma relação contínua de cuidado, prevenção e promoção da saúde”, explica.
Matheus Santamarina destaca ainda que os planos de saúde do futuro deverão estar apoiados em cinco pilares: acesso facilitado aos serviços, integração entre atendimento presencial e digital, medicina preventiva, uso intensivo de tecnologia e inteligência de dados, além da sustentabilidade financeira aliada à qualidade assistencial. “Mais do que vender planos de saúde, o desafio passa a ser construir ecossistemas capazes de acompanhar o beneficiário durante toda a sua jornada de saúde, entregando valor para as pessoas, para as empresas e para todo o sistema”, conclui. Esse movimento sinaliza uma mudança estrutural na saúde suplementar brasileira, em que inovação, eficiência e cuidado contínuo deixam de ser tendências para se consolidarem como elementos centrais da assistência à saúde.
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