Técnicas de lifting endoscópico ampliam possibilidades no rejuvenescimento facial
O avanço das técnicas minimamente invasivas vem transformando o cenário do rejuvenescimento facial na cirurgia plástica. Entre as abordagens mais modernas, o lifting endoscópico ganha destaque por permitir resultados mais naturais, com incisões reduzidas e menor evidência cicatricial.
Em recente imersão cirúrgica internacional, o Dr. Fernando Molina observou a consolidação e o aprimoramento dessas técnicas, que hoje permitem intervenções em diferentes níveis da face, de acordo com a necessidade de cada paciente.
Segundo o especialista, o lifting endoscópico pode ser compreendido em três principais abordagens, definidas pela profundidade de atuação e pelas regiões tratadas. No primeiro nível, voltado ao terço superior da face, o procedimento atua na região frontal e nas sobrancelhas, com liberação de ligamentos e reposicionamento dos tecidos, técnica conhecida como brow lift.
No segundo nível, a abordagem se estende ao terço médio da face, com atuação na região malar. Nesse estágio, estruturas profundas são liberadas, permitindo a mobilização da bochecha e a reposição de volumes que sofrem queda ao longo do processo de envelhecimento facial, contribuindo para a restauração dos contornos.
Já no nível mais avançado, o lifting endoscópico pode alcançar o terço inferior da face. A técnica envolve trabalho em planos profundos e manipulação do sistema músculo-aponeurótico superficial (SMAS), possibilitando o reposicionamento da linha mandibular e do início do pescoço, sempre com acessos discretos no couro cabeludo.
Para o Dr. Fernando Molina, apesar dos avanços tecnológicos, a indicação correta continua sendo o principal fator para a obtenção de bons resultados. “Não se trata de fazer mais ou menos, mas de indicar adequadamente cada nível de abordagem conforme o grau de flacidez e as necessidades individuais de cada paciente”, afirma.
O cirurgião destaca ainda que a evolução das técnicas não substitui o julgamento clínico, mas amplia as possibilidades de personalização dos procedimentos. “A tecnologia por si só não define o resultado. O que realmente importa é a forma como, quando e para quem ela é aplicada”, conclui.
O lifting endoscópico se consolida, assim, como uma das principais tendências da cirurgia facial moderna, aliando precisão técnica, menor invasividade e foco na naturalidade dos resultados.
(Foto: Inteligência Artificial)
