Toda Comunicação completa 23 anos e aposta na reputação digital como nova fronteira da assessoria de imprensa
Para Verônica Pacheco,
fundadora da agência, imprensa, Google, redes sociais e inteligência artificial
passaram a fazer parte de um mesmo ecossistema de construção de autoridade
A Toda
Comunicação completa 23 anos nesta quinta-feira, 3 de setembro,
acompanhando uma das maiores transformações já vividas pelo mercado da
comunicação. Fundada em 2003 pela jornalista Verônica Pacheco, a agência nasceu
em uma época em que a reputação de empresas e profissionais era construída
principalmente por meio de jornais, revistas, rádio e televisão. Mais de duas
décadas depois, a imprensa continua no centro do trabalho, mas passou a dividir
espaço com Google, redes sociais, portais, podcasts e, mais recentemente, ferramentas
de inteligência artificial.
Para Verônica, que hoje também atua como estrategista de
reputação digital, a principal transformação está na própria pergunta que
empresas e profissionais deveriam fazer ao contratar uma assessoria de
imprensa. “Durante muito tempo, o cliente perguntava: ‘Como faço para
sair na mídia?’. Hoje, acredito que precisamos ir além: ‘Quando alguém procurar
por mim, o que vai encontrar?’. E já existe uma terceira questão: quando alguém
perguntar a uma inteligência artificial quem são as referências de determinada
área, haverá informação suficiente e qualificada para que aquele profissional
seja reconhecido?”, afirma.

Nos primeiros anos da Toda Comunicação, o clipping ainda
era impresso, jornais e revistas eram arquivados fisicamente e grande parte do
relacionamento com as redações acontecia por telefone. A conquista de uma
entrevista em um grande veículo frequentemente representava o ponto máximo de
uma estratégia. Segundo Verônica, esse espaço editorial continua valioso, mas
atualmente a publicação pode ser apenas o início de uma cadeia muito maior de
construção de reputação.
“Uma boa matéria não precisa mais existir apenas no
dia em que foi publicada. Ela pode permanecer durante anos nos mecanismos de
busca, gerar hiperlinks, ser compartilhada nas redes sociais, transformar-se em
vídeos e novos conteúdos e ajudar a formar um histórico digital sobre aquele
profissional ou empresa. A assessoria de imprensa deixou de disputar apenas
espaço na mídia. Hoje, ela também disputa espaço na memória digital”, explica.
Essa transformação também alterou a maneira como Verônica
avalia os resultados de uma estratégia de comunicação. Além da relevância
editorial do veículo, entram na análise questões como presença do cliente nos
mecanismos de busca, qualidade e quantidade das referências existentes sobre
seu nome, hiperlinks, consistência das publicações e possibilidade de
reaproveitamento daquele conteúdo em diferentes ambientes digitais.
Para a jornalista, entretanto, a multiplicação das
plataformas não diminuiu a importância da imprensa. Ao contrário, tornou ainda
mais relevante a existência de fontes externas capazes de validar a autoridade
de profissionais e organizações. “Uma pessoa pode escrever em sua
própria rede social que é referência, pode dizer no site que sua empresa é
excelente e pode investir em publicidade para divulgar isso. Mas existe uma
diferença muito grande entre declarar a própria autoridade e ter terceiros
reconhecendo essa autoridade. Quando um jornalista procura um profissional para
explicar determinado assunto, existe uma validação que não foi produzida por
ele próprio”, destaca.
É essa soma de referências que, segundo Verônica, forma o
histórico de reputação de uma marca ou profissional. Para ela, aparecer
isoladamente na imprensa ou acumular seguidores não é suficiente. A construção
acontece com consistência, por meio de diferentes conteúdos, entrevistas,
posicionamentos e referências capazes de demonstrar, ao longo do tempo, quem é
aquele profissional e sobre quais assuntos possui conhecimento.
Da imprensa à
inteligência artificial
A chegada das ferramentas de inteligência artificial
acrescentou uma nova etapa a esse processo. Se durante os últimos anos empresas
investiram para aparecer nas primeiras páginas do Google e conquistar
relevância nas redes sociais, agora também começa uma corrida para compreender
como os sistemas de IA encontram, relacionam e apresentam informações sobre
pessoas, empresas e marcas.
Verônica acredita que esse movimento não deve significar o
abandono das estratégias anteriores. “Não vejo a inteligência
artificial substituindo imprensa, Google ou redes sociais. Vejo uma integração.
Rádio, televisão, jornais, portais, podcasts, LinkedIn, Instagram, sites,
buscadores e inteligência artificial podem fazer parte de um mesmo ecossistema
de autoridade. A tecnologia muda o caminho, mas a credibilidade continua sendo
o destino”, avalia.
Ao longo de 23 anos, a Toda Comunicação acompanhou a
migração do jornalismo impresso para o ambiente digital, a expansão dos
portais, o crescimento das redes sociais, a ascensão dos influenciadores e
podcasts, as sucessivas mudanças dos algoritmos e agora a popularização das
respostas produzidas por inteligência artificial. Apesar das transformações,
Verônica considera que um elemento permaneceu intacto.
“Antes de contratar um advogado, escolher um
médico, fechar negócio com uma empresa ou confiar em um profissional, as
pessoas continuam procurando sinais que respondam a uma pergunta muito simples:
‘Posso confiar nessa pessoa?’. É por isso que reputação continua sendo o que
fica”, afirma.
Para a fundadora, completar 23 anos significa, portanto,
mais do que celebrar a longevidade da agência. Representa a capacidade de
adaptar ferramentas e estratégias sem abandonar princípios que acompanham a
empresa desde sua criação: relacionamento, conteúdo, credibilidade e construção
consistente de autoridade.
“Em 2003, ajudávamos nossos clientes a serem
encontrados pela imprensa. Depois, aprendemos a ajudá-los a serem encontrados
pelo Google e pelas redes. Agora precisamos ajudá-los também a serem
compreendidos pelas inteligências artificiais. Mudaram as ferramentas, os
caminhos e a velocidade. Mas a essência continua a mesma: construir histórias
fortes o suficiente para que pessoas, imprensa, buscadores e, agora, máquinas
reconheçam quem merece ser referência. Que venham os próximos 23 anos”, conclui Verônica.
Serviço: Toda Comunicação
Verônica Pacheco
Jornalista e estrategista de reputação
digital
www.todacomunicacao.com.br
(Crédito: Bruno Soares)
